Um exemplo de força feminina contra o imperialismo: Aisha Kadafi

sábado, 5 de março de 2016




A única mulher entre os oito filhos de Muammar Kadafi, Aisha Kadafi formou-se advogada e é conhecida por ter ocupado cargos como mediadora, oficial militar, e embaixadora da boa vontade na ONU. Em carta vinda a público em janeiro deste ano, a diplomata líbia conclama seus compatriotas a não se conformarem com a destruição de seu país e desponta como uma líder da resistência contra grupos terroristas e mercenários do atlantismo.

Quando a capital líbia, Tripoli, foi tomada pelos inimigos, em agosto de 2011, Aisha Kadafi estava grávida do seu quarto bebê. Com o cerco, seu pai não permite que ela permaneça lá e a manda apressadamente para a Algéria através do deserto, acompanhada pela mãe e dois irmãos, entre outros parentes. Na época, correram rumores de que uma das mulheres na caravana, possivelmente Aisha, teria dado a luz sem qualquer auxílio médico, próximo da fronteira, em pleno Saara. Ainda não se sabe ao certo se foi este o ocorrido. Pouco tempo depois, Kadafi foi capturado e brutalmente assassinado. 

Aisha teve de ser hospitalizada devido ao choque. Anteriormente em uma entrevista, ela havia falado sobre sua relação de respeito e afeto para com o pai: “Meu pai me dedica bastante tempo, ás vezes eu sinto como se ele fosse o governante e o governado, e às vezes sinto que ele é o meu amigo compassivo. Em todo caso, é ele o meu remédio contra o sofrimento e minha fortaleza contra a aflição”. Além da perda paterna, ela também sofreu com a morte do marido, de um filho e de três irmãos, em mais essa guerra sangrenta forjada pela OTAN.

Apesar de ter estudado no Ocidente, Aisha Kadafi nunca se deixou cooptar. Criticando veementemente as políticas intervencionistas deste e defendendo a doutrina da Jamahiriya, esteve sempre engajada nas questões públicas, atuando como diplomata, lutando contra a pobreza e pelos direitos da mulher. Desde antes do começo do conflito na Líbia, ela era mencionada como a mais provável sucessora de Muammar Kadafi.

Passado um ano de exílio na Algéria, Aisha foi forçada a se mudar para o Omã em 2012, após a divulgação de vídeos onde chamava os líbios à resistência e os soldados das antigas forças armadas a prestarem juramento a ela como Comandante. Seu projeto é formar uma coalização que possa reestruturar o Estado, agindo como mediadora dentro e fora da Líbia, e eliminando a desordem anárquica na qual a nação caiu. Sua mensagem tem sido cada vez mais atendida e o verde da Jamahiriya se aviva novamente com essa inspiração e a importante missão de restaurar a unidade nacional.

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