Simbologia

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Todo grupo precisa de um símbolo que transmita sua identidade coletiva e sintetize seus ideais mais essenciais. E seus elementos mais assertivos devem carregar significados que sejam compreendidos tanto pelos adeptos do movimento quanto pelos externos a ele.

Nosso símbolo é representado pelo círculo externo com múltiplas pontas (cabeças de lança), que representa a multipolaridade: apontando para várias direções, representa a multiplicidade de alternativas sociais, políticas, ideológicas e espirituais. Nesse sentido, nossa multipolaridade deve ser compreendida à luz da Quarta Teoria Política e de suas propostas de superação das ideologias já existentes, bem como pela busca de novas alternativas e de construções autônomas, não condicionadas aos espectros ideológicos já existentes.

Do lado interno do círculo, no centro, está a figura alusiva à mulher, com aspectos de árvore. As raízes representam as estruturas e bases identitárias coletivas das quais a mulher retira seu próprio significado existencial e sua identidade enquanto pessoa. Sem esse sentimento e o apego profundo às identidades coletivas herdadas por nossos ancestrais, seria impossível sequer definir um conceito de feminino e feminilidade, ou da própria existência da mulher. Nessas significações e tradições estão nossas raízes, a base para a formação de nossa figura feminina. 

A mescla da forma feminina com os aspectos de uma árvore significa diversos paralelos: assim como as árvores, devemos ser frutíferas (no matrimônio, na maternidade, no intelecto, no espírito, no âmbito social e nas atividades profissionais por nós exercidas), e não só dar frutos, mas excelentes frutos; assim como elas, devemos ser fortes (rejeitando, assim, a falsa feminilidade vitoriana que transforma a mulher em um ser puramente desprovido de força, indefeso e incapaz de agir por si mesma, trocando a figura da "dama" burguesa pelo da mulher ativa e atuante); e assim como elas, devemos crescer e amadurecer com o transcorrer do tempo.
Nas raízes estão as iniciais de nosso grupo: MATRIA - Mulheres em Ação pela Tradição Ibero-Americana. Fazemos, assim, alusão à maternidade e à pátria (daí, podemos entender a sigla MATRIA como um termo que une as duas palavras), deixando explícito o nosso pertencimento a uma identidade coletiva firmada no solo, mas muito além do mero solo, e esclarecendo que, sem mulheres, sem mães, não haveriam povos, não haveriam nações - e nem pátrias.

Com estes sinais e seus significados, defendemos e continuaremos a defender nossas verdadeiras raízes, o verdadeiro valor da mulher e sua essência enquanto elemento ativo da sociedade, valorizando o identitarismo coletivo como elemento firmador do valor feminino, em lugar do atomismo individualista "feminista" moderno.

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